Realizado em março de 2017, o segundo seminário do Ciclo de Debates Diálogos Difíceis, Diálogos Possíveis: questões contemporâneas dos feminismos, dedicou-se a aprofundar conceitos acerca do que é o ecofeminismo (e suas principais correntes), a economia feminista e do cuidado, além de propor alternativas à atual sociedade patriarcal e neoliberal a partir de mesas que apontaram para práticas exercidas por alguns grupos de mulheres (ecofeminismo em ação), além de levantar debates delicados acerca de questões éticas (o que o feminismo não fala que deveria falar)
Disponibilizamos aqui os vídeos com as falas do Seminário, e a programação completa
Realizada em janeiro de 2017 pelo Centro de Iniciativas de Cooperação ao Desenvolvimento da Universidade de Granada, Espanha, a entrevista realizada à feminista e socióloga Graciela Rodriguez, do Instituto Eqüit, abarca temas pertinentes para tentar compreender o a exploração da mulher, a globalização, o poder das transnacionais, o efeito dos Tratados de Livre Comércio na vida direta das pessoas, e o ecofeminismo como possível conciliador de alguns desses conflitos…
Diante dos desafios da nova conjuntura política nacional e internacional, o Instituto EQUIT está promovendo o Ciclo de Debates: “Feminismos Hoje: Diálogos Difíceis, Diálogos possíveis”, como forma de atualizar o debate feminista no país e qualificar a inserção das mulheres na agenda de resistências que se apresenta atualmente para os movimentos sociais.
Aproveitando a passagem de Silvia Federici pelo Brasil, o Instituto Eqüit teve a alegria de abrir o Ciclo de Debates com uma palestra da feminista nesta terça-feira, dia 30 de Agosto, que foi transmitida ao vivo pelo Canal do Instituto no Youtube, e que permanece disponível online e cujo tema foi “As bruxas, a domesticação do corpo das mulheres e a acumulação capitalista”.
A corrente teórica defendida por Federici é fundamental para entender o processo histórico e político que determinou o papel das mulheres no capitalismo, e a importância das lutas feministas e das políticas dos “comuns” diante das agressivas estratégias do capital globalizado.
Silvia Federici, além de militante e teórica feminista, é professora da Universidade de Hofstra em Nova Iorque. Federici é co-fundadora do Coletivo Feminista Internacional (1972) e do Comite para Liberdade Acadêmica na África (1990). Ela é autora dos livros “Revolução a Ponto Zero” (2012) e “O Caliban e a Bruxa: Mulher, Corpo e Acumulação Primitiva (2004)”.
Consideramos fundamental integrar novas reflexões e saberes que têm sido ampliados nos últimos anos dentro do feminismo, com as contribuições da economia feminista, da economia dos cuidados com a reprodução da vida, das ideias e posicionamentos ecofeministas, dentre outras reflexões que queremos aproximar.
Promoção: Instituto EQUIT – Gênero, Economia e Cidadania Global
Seminário 08 e 09 de setembro de 2015 – Rio de Janeiro
Nas últimas décadas, os acordos de comércio e investimento, negociados com falta total de transparência, avançaram em várias regiões do mundo, onde têm sido impostos por diversos governos, apoiados em muitos casos pela ratificação dos parlamentos, e basicamente impulsionados pelos interesses das multinacionais.
A necessidade de expansão da liberalização comercial e dos investimentos resulta fundamental na hora de entender as novas disputas geopolíticas internacionais e o sentido da globalização. A proteção dos investimentos das empresas transnacionais e a eliminação dos obstáculos ao comércio com a abertura total dos mercados nacionais e regionais, tem se consolidado como a matriz dura do modelo neoliberal que agressivamente busca sua expansão e consolidação.
De fato, tais tratados vão ficando claramente ligados à arquitetura jurídica da impunidade que se consolida globalmente, através da harmonização das legislações que caminham para redução e até eliminação de leis e normas de proteção dos direitos da cidadania e do meio ambiente. Ao mesmo tempo, na última década o Brasil não tem assinado acordos de livre comércio e de proteção de investimentos, ainda que a liberalização de serviços e outros processos que caminham nesse sentido tenham entrado “pela janela”. A integração regional que se apresentou como contraponto e estratégia alternativa para fortalecer a soberania regional e a presença dos países da América do Sul e em particular do Mercosul nos âmbitos globais, floresceu numa primeira etapa, mas se encontra atualmente com uma diminuição considerável do seu ímpeto inicial.
Ao longo do caminho, a REBRIP e suas organizações membro temos crescido como movimento de enfrentamento ao livre comércio e investimento, e fizemos com que as nossas vozes fossem ouvidas, contribuindo para alcançar vitórias importantes, como a derrota da ALCA e o descarrilamento das negociações na OMC.
Entretanto, e como parte da ofensiva conservadora e neoliberal que vai permitindo avanços significativos na agenda dos interesses privados e ameaças muito concretas a tradicionais princípios e posicionamentos progressistas do governo brasileiro, acreditamos oportuno analisar as ameaças que tais acordos voltam a cernir sobre nossas estratégias de justiça social e ambiental.
Assim, se faz necessário refletir sobre a agressiva estratégia de negociação de acordos bilaterais e bi-regionais que marcam a nova conjuntura internacional na área comercial, no marco do declínio das iniciativas de multilateralização do sistema internacional. Ao mesmo tempo, fortalecer e levar adiante as nossas alternativas baseadas nos direitos sociais e ambientais, repensando novas estratégias que possam enfrentar tais ameaças afirmando a perspectiva da integração regional.
Para refletir e discutir sobre essas questões, o Instituto EQÜIT e a REBRIP organizam o seminário “Novas e Velhas Ameaças dos Acordos de Livre Comércio e Investimento” nos dias 8 e 9 de setembro no Rio de Janeiro.
Mesa de abertura
Rosane Bertotti
Mesa 1: A nova geopolítica internacional do comércio e dos investimentos – o declínio do multilateralismo
Prof. Carlos Milani (IESP, Uerj)
Moderação: Rosane Berttotti (REBRIP)
Mesa 2: O livre comércio no mundo – ameaça dos acordos de terceira geração (TTIP, TPP/Aliança do Pacífico, TiSA, CETA etc.)
Tom Kucharz (Ecologistas em ação – Espanha)
Carlos Bedoya (Latindadd – Peru)
Moderação: Jocélio Drummond (REBRIP / ISP)
Mesa 3: Balanço dos nefastos acordos de liberalização comercial (NAFTA, CAFTA, Acordos entre UE e México e Chile, derrocada da ALCA)
Professor Alberto Arroyo (UAM – México)
Jorge Coronado (Latindadd – Costa Rica)
Moderação: Adhemar Mineiro (REBRIP)
Apresentação de Jorge Coronado sobre o contexto da América Central:
Mesa 4: Brasil e as novas iniciativas de liberalização comercial (negociações com a UE, México, Canadá, EFTA, Tunísia etc.) Impactos no Brasil e na integração regional
Prof. Jorge Marchini (CIGES – Argentina)
Adhemar Mineiro (REBRIP)
Moderação: Maria Elena Rodriguez (REBRIP/IBASE)
Mesa 5: Acordos de investimento (TBIs, Acordo brasileiro de investimentos e CIADI)
Emb. Carlos Marcio Bicalho Cozendey (MRE)
Manuel Perez Rocha (EUA)
Alberto Arroyo (RMAL – México)
Caio Borges (Conectas)
Moderação: Iara Pietricovsky (INESC / REBRIP)
Mesa 6: BRICS e seus impactos regionais. A presença chinesa na região
Prof.ª Marta Castilho (Instituto de Economia, UFRJ)
Sameer Dossani (ActionAid Int. – India)
Moderação: Pedro Villardi (ABIA / REBRIP)
Vídeo-memória da participação dos movimentos feministas e de mulheres na chamada Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que aconteceu no Rio de Janeiro em junho 2012. O vídeo mostra as atividades organizadas pelas mulheres na Cúpula dos Povos – em particular no Território Global das Mulheres – e grava memória dos depoimentos sobre os impactos das mudanças climáticas e o modelo de desenvolvimento nos territórios e das lutas globais por justiça socioambiental.
Entre 22 e 23 de novembro de 2012, a REBRIP, o Instituto Equit e a CUT realizaram o Seminário "A Integração Regional frente à Crise Global"
A integração regional tem sido mencionada enfaticamente como objetivo prioritário da política externa de diversos países da região, entre eles especificamente do Brasil. Muito tem se avançado nos últimos dez anos na sua institucionalização política na América do Sul, através dos organismos já existentes ou criados durante essa década, tais como Mercosul, UNASUL e CELAC.
Entretanto, e se bem o ritmo para avanços e consolidações de tais processos geralmente é parcimonioso por conta dos inumeráveis acordos necessários, nos últimos três anos o lento crescimento das negociações e da institucionalização chama a atenção. A crise global e a entrada do Brasil em instituições e espaços da governança econômica global recentemente criados (BRICS, Cúpula presidencial do G20 financeiro) ou já existentes (Comitê de Basiléia, Comitê de Estabilidade Financeira) estão com certeza entre as causas dessa maior lentidão. Neste sentido analisar ambos os processos, regional e global, de forma combinada contribui ao seu melhor entendimento.
O momento de grave crise econômico-financeira que vive o mundo desde 2008 tem também acarretado impactos e provocado mudanças substantivas que desenharam na região uma nova situação conjuntural, não só do ponto de vista econômico como social e de impacto territorial. E evidentemente tudo isto acarreta a necessidade de novas respostas e disputas de interesses entre os diversos setores, entre estes, os dos movimentos sociais.
A integração regional passa um momento particularmente complexo, onde o golpe de Paraguai pode ser lido de forma resumida, como um sinal de alerta pelo ressurgimento dos interesses da velha ALCA. O traslado das prioridades comerciais para as costas do Pacifico, o avanço das negociações do Acordo do Pacifico e do TPP – Trans Pacific Partnership – e as tensões e diferenças políticas crescentes entre os países coloca novos desafios ao Mercosul e a UNASUL e as próprias possibilidades da integração.
Uma vez que a inserção regional integrada continua imprescindível, tanto pelas condições que cria na própria região quanto pelo reforço do poder negociador em âmbito global, o seminário “A Integração Regional frente à Crise Global” realizado pelo Instituto Equit, REBRIP e CUT nos dias 22 e 23 de novembro de 2012 se propôs a debater as necessárias propostas e medidas que permitam o avanço e fortalecimento do processo regional numa perspectiva democrática e de maior participação da sociedade civil nos rumos e ênfases da integração.
Assistam os vídeos do Seminário:
Abertura
Mesa 1 – O cenário da integração regional no contexto da crise de 2008/2009
Mesa 2 – A ameaça do livre comercio na região: Transpacific Partnership, Acordo do Pacífico e outras negociações versus MERCOSUL, UNASUL e ALBA.
Mesa 3 – O Neo-extrativismo em marcha e os eixos da integração da infra-estrutura e da matriz energética.
Mesa 4 – Os entraves da nova arquitetura financeira regional.
Mesa 5 – Participação social nos cenários da integração, uma tarefa pendente.
Relatório do Seminário: [gview file="https://newequit2.sevenserver.online/wp-content/uploads/2013/06/Relatorio-Seminario-A-Integra%C3%A7ao-Regional-frente-a-Crise-Global.pdf%22]
Este vídeo é resultado do Encontro Estadual de Mulheres do Rio de Janeiro Rumo a Rio + 20, que ocorreu no dia 28 de abril de 2012, no centro da cidade do Rio de Janeiro.
Encontro que foi mobilizador onde mulheres de todo o estado puderam colocar sua pauta e dizer o que pensam, como agem e quais são as suas soluções para um mundo melhor.
Agora o nosso próximo encontro será na Cúpula dos Povos, onde nosso debate se somará as falas de mulheres de todas as partes de planeta.
Este debate também é seu. Venha participar!!!