Categoria: Artigos

  • Hora de outro modelo: a economia feminista

    Saiu artigo de Graciela Rodriguez na revista eletrônica Outras Palavras.

    Nas últimas décadas, ultraliberalismo impôs o modelo agropecuário que pode ter gerado o novo vírus. Serviços sociais foram cortados e remédios e insumos hospitalares protegidos sob patente. Superar este projeto exige colocar a vida no centro…

    Leia o artigo na íntegra aqui

  • Crise e acordos de comércio e investimentos

    Crise e acordos de comércio e investimentos

    Imagem: Feydzhet Shabanov

    A coordenadora do I. Equit escreve artigo sobre a situação que o Covid-19 desencadeou ou explicitou, mas que vinha-se anunciando há algum tempo. A ecofeminista faz uma análise retrospectiva do trajeto político e econômico que vinha desenhando esta cena de catástrofes ainda imensuráveis…

    O artigo tem versões em português, espanhol e inglês

    Boa leitura!

    [pdf-embedder url="https://newequit2.sevenserver.online/wp-content/uploads/2020/04/artigo-covid-graciela.pdf" title="artigo covid graciela"]

     

    [pdf-embedder url="https://newequit2.sevenserver.online/wp-content/uploads/2020/04/artigo-covid-graciela-esp.pdf" title="artigo covid graciela esp"]

     

    [pdf-embedder url="https://newequit2.sevenserver.online/wp-content/uploads/2020/04/Time-for-a-new-model_Eng-GR.pdf" title="Time for a new model_Eng GR"]

  • Efeito Bolsonaro: fazendeiros promovem o “Dia do fogo” no Norte do Brasil

    Efeito Bolsonaro: fazendeiros promovem o “Dia do fogo” no Norte do Brasil

    Queimadas devastam a região Norte do país enquanto presidente assiste

    Há quase quinze dias o país e o mundo assistem a um massacre grotesco que está bem longe de ser apenas uma crise ambiental. Trata-se de um reflexo da política inescrupulosa de Bolsonaro.

    As centenas de focos de incêndio na região amazônica foram incentivados por fazendeiros e madeireiros através do “Dia do Fogo” que, em decorrência da política desrespeitosa de Bolsonaro, ganharam este ano mais força que nunca, tendo feito as queimadas neste primeiro semestre do ano subirem 83% em relação ao mesmo período de 2018.

    A crise ambiental desencadeada é reflexo de um conjunto complexo de posturas do atual governo, e já começa a transformar-se em uma crise internacional, na medida em que o assunto da devastação da Amazônia reverbera como manchete global de preocupação, e tem relação com o eterno conflito entre os donos das terras e os setores que delas vivem; camponeses, indígenas e sobretudo mulheres que sobrevivem do extrativismo.

    Desde o golpe, os governos golpistas vêm proporcionando uma série de estímulos no sentido de mudar o modelo de produção agrícola no país. As aberturas que Bolsonaro promove rumo à expansão agrícola através do desmonte da fiscalização (que não controla mais, por exemplo, a porcentagem de terra privada destinada à preservação dos biomas, isto é, que deve ficar intacta), de ataque aos órgãos de pesquisa, como o recente questionamento de presidente acerca da veracidade dos dados fornecidos pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais –, chegando a demitir o chefe do órgão quando este entregava dados alarmantes sobre as queimadas, ao invés de investigar e frear os mesmos.
    Toda essa permissividade e mesmo legitimação vinda do governo, deriva nessa escandalosa chamada ao “Dia do Fogo”, no último dia 10, que convocava os fazendeiros a colocar fogo em diversos pontos da Amazônia e cerrado brasileiro, quase duplicando o estrago do fogo feito no mesmo período do ano passado.

    A blindagem midiática a todo esse processo foi total. Apenas com a chegada da fumaça a São Paulo o caso foi visibilizado e repercutiu na mídia.

    Bolsonaro é responsável não só na medida em que fomenta em seu discurso esse tipo de atitude a partir da impunidade que promove – o qual afirma desde sua candidatura –, mas também na efetiva desmobilização e desmonte do processo fiscalizatório, enfraquecendo e deslegitimando os órgãos competentes pela fiscalização e pesquisa no que diz respeito às leis ambientais, que também estão sendo modificadas, tornando-se ainda mais permissivas ao desmatamento do que já eram.

    Apesar do repúdio global à situação calamitosa, alguns países, como a Noruega e a Alemanha, chegaram a oferecer recursos para tratar de minimizar os impactos através do apoio a comunidades com projetos de desenvolvimento sustentável que foram dispensados por Bolsonaro, que respondeu dizendo que podiam voltar para seus países porque não precisávamos de seus recursos, quando evidentemente estes eram fundamentais.

    Os mais afetados por esse crime sem precedentes certamente serão as e os indígenas, que vivem e tem preservado a vida na Amazônia, na medida em que suas formas de vida estão em harmonia e dependência com a natureza, mas não somente eles: todas as populações ribeirinhas, mulheres extrativistas manuais (como as quebradeiras de coco babaçu), pescadores, além de todas as populações rurais que utilizam a região para extrair sua subsistência e sobretudo, todo o conjunto da humanidade, na medida em que a Amazônia é uma fábrica de água, matéria verde, biodiversidade. É um patrimônio da humanidade, que vem enfrentando uma de suas piores crises. Uma crise ecológica profunda, mas também uma crise civilizatória promovida pelo afã à concentração da riqueza que é esse espetáculo deplorável e dantesco a que assistimos.

    Nesse sentido, chama um pouco a atenção a hipocrisia dos países europeus que, enquanto obrigam os países latino-americanos a exportar matéria prima e minério, por outro lado gritam quando se está queimando a Amazônia, mas na verdade foram e continuam sendo os causadores do problema, da desigualdade brutal no mundo e que cada vez se aprofunda ainda mais o sistema financeiro.

     

     

     

  • Chile diz NÃO ao TPP

    Chile diz NÃO ao TPP

    Na maior consulta cidadã online da história do Chile, mais de  580 mil pessoas votaram, e o resultado foi um imponente não (92,7%). O assunto era o TPP- Parceria Trans-Pacifica -, acordo de livre comércio assinado por 11 países e que agora, depois desse contundente resultado, deveria ser rejeitado pelo Parlamento chileno.

    O plebiscito foi organizado pela Plataforma “Chile mejor sin TLCs” que faz parte de uma ampla rede latino-americana que rejeita os acordos de livre comércio que estão debilitando as soberanias dos países assinantes, e afetando de forma muito negativa as economias desses países, especialmente seus setores populares.

     

  • Estratégias frente ao ascenso da direita nas Américas

    Estratégias frente ao ascenso da direita nas Américas

    Sob o título “Livre comércio nas Américas frente ao ascenso da direita: atualizações e nossas estratégias”, diversas organizações do continente se reuniram em Montevidéu, Uruguai entre os dias 20, 21 e 22 de maio para tratar de traçar um panorama político atual da região e os perigos atualizados do livre comércio que trata-se de impôr à região e que, como de hábito, virá para prejudicar substancialmente a vida das minorias.

    Discutiu-se acerca da importância das articulações regionais na luta contra o neoliberalismo e os TLCs, sem ignorar a realidade de fim da integração latino-americana dos anos 2000 a partir da nova onda de autoritarismo e neoliberalismo globais.

    Lembramos ainda a renegociação do Nafta e o novo TPP, os tratados bilaterais e a atualização das negociações e suas novas características, a fim de melhor encarar esta nova realidade anti-democrata que vivemos atualmente.

    A perigosa retomada das negociações para a firma de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e a América Latina também foi pauta do encontro, que também fez um apanhado acerca das relações latinas com a China.

     

  • Seminário de Formação em Salvador

    Seminário de Formação em Salvador

    Violência Econômica: o que é isso no cotidiano das mulheres. Esse foi o centro do debate que aconteceu ao longo dos dias 26, 27 e 28 de abril de 2019 na formação que o I. Eqüit organizou em Salvador.

    Porque sim, além das violências físicas e éticas, estão também as diversas formas de captura das mulheres via economia. Os endividamentos via créditos, as diferenças salariais e a invisibilidade do trabalho do cuidado são algumas das estratégias de desvalorização da mão de obra feminina que nos levam a ser a fatia mais empobrecida do planeta economicamente falando.

    Entre tantas problemáticas, o seminário de formação organizado pelo I. Equit, também aponta para possíveis saídas através da economia dos cuidados, o eco-feminismo e a economia feminista.

     

     

  • Lançamento do Observatório dos ODS

    Lançamento do Observatório dos ODS

    CIEDUR e a Red Género y Comercio colocam à disposição do público em geral o Observatorio de los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS)* – Observatório dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável –con enfoque de gênero para os países do Mercosul.

    O Observatório

    Parte do Projeto «Justicia económica con equidad de género», o Observatório é realizado com o apoio financeiro de Liderando Desde el Sur y Fondo de Mujeres del Sur Fondo Fms.

    Contém informação atualizada em março de 2019 sobre o ODS 5 “Lograr a igualdade de gênero e empoderar a todas as mulheres e meninas”. Foi realizado com base em informações oficiais que estavam dispersassem diferentes sites e oferece um olhar crítico ao avanço das metas colocadas.

    Algumas observações:

    • Somente Uruguai reconhece e conta com marco jurídico para promover, fazer cumprir e supervisar a igualdade e a não discriminação por motivos de género.
    • Apesar de ser um flagelo social, não há informação sobre violência de gênero. Apenas o Uruguai informa a porcentagem de mulheres que sofreram violência: 17,9% das mulheres que tiveram um relacionamento, e esse número aumenta entre as menores de 35 anos (cerca de 30%).
    • Brasil e Paraguai são os países com níveis de matrimônio infantil (menores de 15 anos) mais elevados. No Brasil, 5,9% (2013), e no Paraguai, 3,6% (2016). A média para a América Latina é de 6,8%.
    • A taxa de gravidez na adolescência dos países do Mercosul e América Latina é similar e uma das mais altas do mundo: 64-68 mulheres entre 15-19anos a cada mil.
    • As mulheres realizam três vezes mais do que os homens o trabalho necessário para o mantenimento e reprodução da vida humana.
    • Na Argentina, cerca de 40% das bancadas parlamentares estão ocupadas por mulheres; no Uruguai, somente 20%; no Paraguai, 14%; e no Brasil, 11%.
    • A participação das mulheres em cargos de direção é de 40% no Brasil. Na Argentina e no Uruguai, em torno de 30-33%.
    • As mulheres argentinas têm menor acesso ao uso de métodos anticonceptivos e maior demanda de planificação familiar insatisfeita, o que significa um menor exercício dos direitos de saúde sexual e reprodutiva.

    Contribuir com os dados do Observatório

    Aspiramos incluir os sites informes que as organizações da sociedade civil elaboram acerca da temática. Participar

     

    * Os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) conformam um conjunto de objetivos globais adotados em 2015 pelos países da ONU para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir a prosperidade para todas e todos como parte de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável. Cada objetivo tem metas específicas que devem ser alcançadas até 2030.

     

    29/0402019

  • Crise econômica e endividamento popular

    O I. Equit vem elaborando uma pesquisa com grupos focais de mulheres moradoras de comunidades e bairros populares de Manaus, Salvador e Ceará sobre o endividamento dos setores populares. A pesquisa está sendo realizada no marco do Projeto “Equidade de Gênero com Justiça Econômica”, em colaboração com a Red de Genero y Comercio, com o apoio do Fundo de Mulheres do Sul.

    O objetivo do trabalho é tratar de descrever de que maneira e para que se utiliza o mecanismo do endividamento popular, compreendido dentro das categorias de globalização econômica, trabalho informal e precarizado, e em outras formas de trabalho não mediadas pela relação salarial.

    A pesquisa dará lugar ainda a uma análise acerca do endividamento popular em diversas situações de precariedade laboral, recebimento de apoio governamental, ampliação da bancarização popular e da oferta de créditos de financiadoras e agiotas, dentre outras situações de endividamento.

    Com esse trabalho, pretende-se tornar visível a situação de endividamento latente das mulheres, e como este expressa parte das tramas econômico- financeiras da violência às mulheres, e como as finanças extraem valor sobre as novas formas de trabalho femenino.

  • Territórios, novas formas de exploração e violências

    Territórios, novas formas de exploração e violências

    Seminário discute temáticas atuais com grupo de mulheres em Manaus

    Percebendo as galopantes mudanças políticas e econômicas que o mundo contemporâneo vem trazendo, e para as quais não devemos ficar indiferentes, na medida em que entender o que está acontecendo pode nos ajudar a mapear o novíssimo terreno em que pisamos, o I. Eqüit vem pesquisando e abordando cada vez mais acerca das tramas econômico-financeiras da violência que o capitalismo promove: tanto nos espaços comuns, quanto na vida das pessoas, sobretudo das mulheres.

    A violência toma a forma de brecha salarial, de perda dos direitos trabalhistas, de fim dos sistemas de seguridade social, e vai além… A expansão do trabalho chamado informal vai-se ampliando para mais de 50% do mercado de trabalho, sem direitos nem limites à “autoexploração empreendedora”. E a perspectiva de futuro do trabalho nos impõe crescentemente a lógica da economia digital e da indústria 4.0, que muito rapidamente irão com certeza gerar um enorme desemprego. A expansão de novas formas de acumulação do capital, promovidas pelo sistema financeiro, criam novas maneiras da exploração do trabalho. Sim, as perspectivas não são as melhores. E esse é o principal motivo para nos movermos o quanto antes, e para enxergar qual é o projeto de vida que o hiperneoliberalismo está impondo sobre o cotidiano das populações, desde os territórios aos laços afetivos.

    Sabemos que precisamos escapar juntas e juntos!, porque sem o outro, sem a diferença, a vida termina. Esse é o desastre que promove toda monocultura à preservação da vida. Nesse sentido, o I. Eqüit tem promovido uma série de seminários para grupos de mulheres organizadas para discutirmos acerca do futuro que se aproxima veloz e vorazmente.

    Na perspectiva ecofeminista frente à lógica do domínio e controle do sistema hegemônico, continuamos trabalhando em dialogo com as mulheres, em especial da região Norte do Brasil, que enfrentam o abuso das corporações e seus interesses, e com as quais buscamos encontrar modos de subverter a lógica dominante e reinventar o valor da vida.                                      Assim, foi realizado o Seminário “Territórios, novas formas de exploração e violências” em Manaus, AM, entre 29 e 31 de março com a participação de mais de 30 mulheres.

     

     

  • Seminário de formação em Manaus

    Seminário de formação em Manaus

    Feminismo enquanto campo teórico e político. De que maneiras a economia feminista pode apontar outras direções à perspectiva econômica hegemônica vigente?

    Enquanto o G20 trata de ludibriar-nos com sua fala mansa e a suposta inclusão das demandas feministas através do Woman20 (W20), nós discutimos eco-feminismo e economia dos cuidados.

    Entre 29 e 31 de março, em Manaus discutia-se acerca da nova disputa hegemônica global (EUA x China) e seus impactos na América Latina, as mudanças na estratégia de dominação que essa disputa traz (a economia digital, o futuro do trabalho, e-comerce, indústria 4.0 e estratégias de controle das populações.

    O Seminário de formação Territórios, novas formas de exploração e violênciasse propôs debater com as mulheres locais o que é o neo (ou hiper) liberalismo, e o quão próximo ele está da realidade de cada uma delas, apontando as novas estratégias e multiplicidades de faces que ele encarna, encarando que a realidade nos explicita neoliberalismos: de cima para baixo, mas também de baixo para cima…