As mulheres em defesa da água como direito humano fundamental
A presente publicação é o resultado de estudos empreendidos pelo Comitê de Mulheres da ASC (Aliança Social Continental) com o apoio da Fundação Böell, para contribuir com a elaboração de uma proposta de estratégia de ações e políticas a partir das mulheres em defesa de um dos recursos mais preciosos para a vida: a água. Apresentamos assim os resultados e problemáticas evidenciadas pelos estudos de caso dos impactos produzidos sobre as mulheres pelos processos de privatização da água no Brasil e na Bolívia ao longo do ano 2003.
Com as ações e propostas que são apresentadas neste documento queremos contribuir com a luta que diferentes movimentos, organizações de mulheres e organizações sociais de base estão desenvolvendo na América Latina e no mundo para evitar que as políticas neoliberais continuem arrebatando a água, acentuando os impactos negativos da sua mercantilização, impulsionando o menosprezo pelos saberes locais para a gestão da água e mantendo as implicações negativas da privatização nos direitos das mulheres.
Comitê de Mulheres da ASC
Julho 2004
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versâo em espanhol:
Lançamento do Livro “As mulheres de
Altamira na defesa da água como direito humano fundamental”, no Espaço Mulher Cidadã na Cidade de Altamira – Pará.
Durante o ano de 2004 o Comitê de Mulheres da ASC Aliança Social Continental organizou a realização de dois estudos de caso sobre os impactos nas mulheres das situações de privatização de água na América Latina. Um deles foi desenvolvido em Cochabamba, Bolívia, que viveu um levante popular, resultado da privatização do sistema de distribuição domiciliar da água por uma multinacional do setor. O outro foi uma análise das lutas do movimento de mulheres da cidade de Altamira, Pará, para evitar a privatização do Rio Xingu, que seria feita através da instalação de um complexo de barragens ao longo do mesmo na Amazônia brasileira.
Fórum Social Mundial 2005
O Instituto EQÜIT participou de diversos eventos articulados à temática de gênero através da Rede Brasileira de Integração dos Povos (REBRIP) e da Rede Internacional de Gênero e Comércio (IGTN). Como principais atividades destacaram-se o lançamento do livro "As mulheres de Altamira na defesa da água como direito humano fundamental" e as oficinas organizadas por IGTN: "Beijing + 10 versus OMC + 10" e "Estratégias das mulheres para a próxima reunião ministerial da OMC em Hong Kong".
Programa de Capacitação em Gênero, Economia e Comércio internacional.
Um dos principais desafios deste programa é trazer os temas macroeconômicos para debate ao interior dos movimentos de mulheres. Com isto, se pretende superar o mito de ser a economia tema de “especialistas”, possibilitando a realização de análises sobre as formas de manifestação das políticas econômicas na vida cotidiana.
Entre 22 e 23 de novembro de 2012, a REBRIP, o Instituto Equit e a CUT realizaram o Seminário "A Integração Regional frente à Crise Global"
A integração regional tem sido mencionada enfaticamente como objetivo prioritário da política externa de diversos países da região, entre eles especificamente do Brasil. Muito tem se avançado nos últimos dez anos na sua institucionalização política na América do Sul, através dos organismos já existentes ou criados durante essa década, tais como Mercosul, UNASUL e CELAC.
Entretanto, e se bem o ritmo para avanços e consolidações de tais processos geralmente é parcimonioso por conta dos inumeráveis acordos necessários, nos últimos três anos o lento crescimento das negociações e da institucionalização chama a atenção. A crise global e a entrada do Brasil em instituições e espaços da governança econômica global recentemente criados (BRICS, Cúpula presidencial do G20 financeiro) ou já existentes (Comitê de Basiléia, Comitê de Estabilidade Financeira) estão com certeza entre as causas dessa maior lentidão. Neste sentido analisar ambos os processos, regional e global, de forma combinada contribui ao seu melhor entendimento.
O momento de grave crise econômico-financeira que vive o mundo desde 2008 tem também acarretado impactos e provocado mudanças substantivas que desenharam na região uma nova situação conjuntural, não só do ponto de vista econômico como social e de impacto territorial. E evidentemente tudo isto acarreta a necessidade de novas respostas e disputas de interesses entre os diversos setores, entre estes, os dos movimentos sociais.
A integração regional passa um momento particularmente complexo, onde o golpe de Paraguai pode ser lido de forma resumida, como um sinal de alerta pelo ressurgimento dos interesses da velha ALCA. O traslado das prioridades comerciais para as costas do Pacifico, o avanço das negociações do Acordo do Pacifico e do TPP – Trans Pacific Partnership – e as tensões e diferenças políticas crescentes entre os países coloca novos desafios ao Mercosul e a UNASUL e as próprias possibilidades da integração.
Uma vez que a inserção regional integrada continua imprescindível, tanto pelas condições que cria na própria região quanto pelo reforço do poder negociador em âmbito global, o seminário “A Integração Regional frente à Crise Global” realizado pelo Instituto Equit, REBRIP e CUT nos dias 22 e 23 de novembro de 2012 se propôs a debater as necessárias propostas e medidas que permitam o avanço e fortalecimento do processo regional numa perspectiva democrática e de maior participação da sociedade civil nos rumos e ênfases da integração.
Assistam os vídeos do Seminário:
Abertura
Mesa 1 – O cenário da integração regional no contexto da crise de 2008/2009
Mesa 2 – A ameaça do livre comercio na região: Transpacific Partnership, Acordo do Pacífico e outras negociações versus MERCOSUL, UNASUL e ALBA.
Mesa 3 – O Neo-extrativismo em marcha e os eixos da integração da infra-estrutura e da matriz energética.
Mesa 4 – Os entraves da nova arquitetura financeira regional.
Mesa 5 – Participação social nos cenários da integração, uma tarefa pendente.
Relatório do Seminário: [gview file="https://newequit2.sevenserver.online/wp-content/uploads/2013/06/Relatorio-Seminario-A-Integra%C3%A7ao-Regional-frente-a-Crise-Global.pdf%22]
Com os objetivos de realizar um balanço da atuação da AMB junto a outros movimentos sociais na Cúpula da Rio+20 e de apontar caminhos para continuidade do processo de convergências dos movimentos sociais pós a Cúpula dos Povos, foi realizado no dia 19 de outubro 2012 um encontro de avaliação da Cúpula dos Povos na Rio+20. O evento contou com a presença de várias e vários representantes dos diferentes setores e movimentos que participaram na construção da Cúpula dos Povos. O relatório do encontro está disponível em PDF: [gview file="https://newequit2.sevenserver.online/wp-content/uploads/2013/06/Relat%C3%B3rio-Avalia%C3%A7ao-Cupula-dos-povos-Rio+20-19-Outubro-2012-RJ.pdf%22].