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  • Acordo de livre comércio: perigo anunciado

    Acordo de livre comércio: perigo anunciado

    Foto: reprodução

    Movimentos sociais do Brasil, do Mercosul e da União Europeia se encontram extremamente preocupados com o agravamento da situação ambiental e dos direitos humanos no Brasil.

    Em uma carta aberta, mais de 340 organizações da sociedade civil estão exigindo que a União Européia suspenda imediatamente as negociações do acordo de livre comércio com o bloco Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) com base na deterioração dos direitos humanos e condições ambientais no Brasil. A carta vai dirigida aos presidentes das instituições da UE antes da reunião ministerial na próxima semana em Bruxelas, onde os ministros das Relações Exteriores da UE e do Mercosul pretendem finalizar as negociações.
    Nesse sentido, o I. Eqüit assina a carta e alerta para os perigos do acordo que trarão um maior empobrecimento para as Américas.

    Leia a carta na íntegra aqui

    Fonte: https://s2bnetwork.org/letter-brasil-bolsonaro-eu-mercosur/
  • Estratégias frente ao ascenso da direita nas Américas

    Estratégias frente ao ascenso da direita nas Américas

    Sob o título “Livre comércio nas Américas frente ao ascenso da direita: atualizações e nossas estratégias”, diversas organizações do continente se reuniram em Montevidéu, Uruguai entre os dias 20, 21 e 22 de maio para tratar de traçar um panorama político atual da região e os perigos atualizados do livre comércio que trata-se de impôr à região e que, como de hábito, virá para prejudicar substancialmente a vida das minorias.

    Discutiu-se acerca da importância das articulações regionais na luta contra o neoliberalismo e os TLCs, sem ignorar a realidade de fim da integração latino-americana dos anos 2000 a partir da nova onda de autoritarismo e neoliberalismo globais.

    Lembramos ainda a renegociação do Nafta e o novo TPP, os tratados bilaterais e a atualização das negociações e suas novas características, a fim de melhor encarar esta nova realidade anti-democrata que vivemos atualmente.

    A perigosa retomada das negociações para a firma de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e a América Latina também foi pauta do encontro, que também fez um apanhado acerca das relações latinas com a China.

     

  • Seminário de Formação em Salvador

    Seminário de Formação em Salvador

    Violência Econômica: o que é isso no cotidiano das mulheres. Esse foi o centro do debate que aconteceu ao longo dos dias 26, 27 e 28 de abril de 2019 na formação que o I. Eqüit organizou em Salvador.

    Porque sim, além das violências físicas e éticas, estão também as diversas formas de captura das mulheres via economia. Os endividamentos via créditos, as diferenças salariais e a invisibilidade do trabalho do cuidado são algumas das estratégias de desvalorização da mão de obra feminina que nos levam a ser a fatia mais empobrecida do planeta economicamente falando.

    Entre tantas problemáticas, o seminário de formação organizado pelo I. Equit, também aponta para possíveis saídas através da economia dos cuidados, o eco-feminismo e a economia feminista.

     

     

  • AS VIOLÊNCIAS ECONÔMICAS A PARTIR DE UM OLHAR FEMINISTA

    AS VIOLÊNCIAS ECONÔMICAS A PARTIR DE UM OLHAR FEMINISTA

    …”Isso que chamam amor, é trabalho não pago”

  • Lançamento do Observatório dos ODS

    Lançamento do Observatório dos ODS

    CIEDUR e a Red Género y Comercio colocam à disposição do público em geral o Observatorio de los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS)* – Observatório dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável –con enfoque de gênero para os países do Mercosul.

    O Observatório

    Parte do Projeto «Justicia económica con equidad de género», o Observatório é realizado com o apoio financeiro de Liderando Desde el Sur y Fondo de Mujeres del Sur Fondo Fms.

    Contém informação atualizada em março de 2019 sobre o ODS 5 “Lograr a igualdade de gênero e empoderar a todas as mulheres e meninas”. Foi realizado com base em informações oficiais que estavam dispersassem diferentes sites e oferece um olhar crítico ao avanço das metas colocadas.

    Algumas observações:

    • Somente Uruguai reconhece e conta com marco jurídico para promover, fazer cumprir e supervisar a igualdade e a não discriminação por motivos de género.
    • Apesar de ser um flagelo social, não há informação sobre violência de gênero. Apenas o Uruguai informa a porcentagem de mulheres que sofreram violência: 17,9% das mulheres que tiveram um relacionamento, e esse número aumenta entre as menores de 35 anos (cerca de 30%).
    • Brasil e Paraguai são os países com níveis de matrimônio infantil (menores de 15 anos) mais elevados. No Brasil, 5,9% (2013), e no Paraguai, 3,6% (2016). A média para a América Latina é de 6,8%.
    • A taxa de gravidez na adolescência dos países do Mercosul e América Latina é similar e uma das mais altas do mundo: 64-68 mulheres entre 15-19anos a cada mil.
    • As mulheres realizam três vezes mais do que os homens o trabalho necessário para o mantenimento e reprodução da vida humana.
    • Na Argentina, cerca de 40% das bancadas parlamentares estão ocupadas por mulheres; no Uruguai, somente 20%; no Paraguai, 14%; e no Brasil, 11%.
    • A participação das mulheres em cargos de direção é de 40% no Brasil. Na Argentina e no Uruguai, em torno de 30-33%.
    • As mulheres argentinas têm menor acesso ao uso de métodos anticonceptivos e maior demanda de planificação familiar insatisfeita, o que significa um menor exercício dos direitos de saúde sexual e reprodutiva.

    Contribuir com os dados do Observatório

    Aspiramos incluir os sites informes que as organizações da sociedade civil elaboram acerca da temática. Participar

     

    * Os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) conformam um conjunto de objetivos globais adotados em 2015 pelos países da ONU para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir a prosperidade para todas e todos como parte de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável. Cada objetivo tem metas específicas que devem ser alcançadas até 2030.

     

    29/0402019

  • Crise econômica e endividamento popular

    O I. Equit vem elaborando uma pesquisa com grupos focais de mulheres moradoras de comunidades e bairros populares de Manaus, Salvador e Ceará sobre o endividamento dos setores populares. A pesquisa está sendo realizada no marco do Projeto “Equidade de Gênero com Justiça Econômica”, em colaboração com a Red de Genero y Comercio, com o apoio do Fundo de Mulheres do Sul.

    O objetivo do trabalho é tratar de descrever de que maneira e para que se utiliza o mecanismo do endividamento popular, compreendido dentro das categorias de globalização econômica, trabalho informal e precarizado, e em outras formas de trabalho não mediadas pela relação salarial.

    A pesquisa dará lugar ainda a uma análise acerca do endividamento popular em diversas situações de precariedade laboral, recebimento de apoio governamental, ampliação da bancarização popular e da oferta de créditos de financiadoras e agiotas, dentre outras situações de endividamento.

    Com esse trabalho, pretende-se tornar visível a situação de endividamento latente das mulheres, e como este expressa parte das tramas econômico- financeiras da violência às mulheres, e como as finanças extraem valor sobre as novas formas de trabalho femenino.

  • Um olhar feminista sobre uma região convulsionada

    Um olhar feminista sobre uma região convulsionada

    As feministas não nos calamos mais. E este livro é prova disso. A partir das perspectivas da teoria feminista e da economia feminista, propomos identificar e evidenciar a trama gerada entre a geopolítica e a economia global sob os mandatos do patriarcado, que pretendem confinar as mulheres a uma posição desvantajosa, subordinada e ameaçada.

    «América Latina; una mirada feminista sobre una región convulsionada» reúne vozes de feministas provenientes de distintas práticas, experiências, organizações e países, de diferentes setores de atividade e com prioridades de agenda diversas para potenciar una denúncia clara e contundente às opressões capitalistas e patriarcais, contra as quais nos rebelamos e lutamos.

    A Red de Género y Comercio, de que o I. Eqüit participa, vem desenvolvendo uma série de ações para traçar pontes e escancarar as conexões entre modelos de desenvolvimento, movimentos do capitalismo financeiro ou decisões dos acordos comerciais, e as vidas cotidianas nas famílias, nas comunidades e nos âmbitos laborais.

    Compilado por Norma Sanchís, o documento contém textos de Mariama Williams, Mónica Peralta Ramos, Graciela Rodríguez,  Marilin Cañio,  Mónica Vargas, Cecilia Alemany, Verónica Serafini, Sandra Quintela, Alma Espino, Estela Díaz, Sofía Scasserra,  Gabriela Nacht y Violeta Boronat Pont,  Mônica Francisco, Ana Falú, Luci Cavallero, María Pía López y Lana de Holanda.

    Foi realizado com o apoio do Fondo de Mujeres del Sur e Liderando desde el Sur para o projeto Equidad de género con justicia económica.

    Baixe o livro gratuitamente aqui

     

     

     

  • Territórios, novas formas de exploração e violências

    Territórios, novas formas de exploração e violências

    Seminário discute temáticas atuais com grupo de mulheres em Manaus

    Percebendo as galopantes mudanças políticas e econômicas que o mundo contemporâneo vem trazendo, e para as quais não devemos ficar indiferentes, na medida em que entender o que está acontecendo pode nos ajudar a mapear o novíssimo terreno em que pisamos, o I. Eqüit vem pesquisando e abordando cada vez mais acerca das tramas econômico-financeiras da violência que o capitalismo promove: tanto nos espaços comuns, quanto na vida das pessoas, sobretudo das mulheres.

    A violência toma a forma de brecha salarial, de perda dos direitos trabalhistas, de fim dos sistemas de seguridade social, e vai além… A expansão do trabalho chamado informal vai-se ampliando para mais de 50% do mercado de trabalho, sem direitos nem limites à “autoexploração empreendedora”. E a perspectiva de futuro do trabalho nos impõe crescentemente a lógica da economia digital e da indústria 4.0, que muito rapidamente irão com certeza gerar um enorme desemprego. A expansão de novas formas de acumulação do capital, promovidas pelo sistema financeiro, criam novas maneiras da exploração do trabalho. Sim, as perspectivas não são as melhores. E esse é o principal motivo para nos movermos o quanto antes, e para enxergar qual é o projeto de vida que o hiperneoliberalismo está impondo sobre o cotidiano das populações, desde os territórios aos laços afetivos.

    Sabemos que precisamos escapar juntas e juntos!, porque sem o outro, sem a diferença, a vida termina. Esse é o desastre que promove toda monocultura à preservação da vida. Nesse sentido, o I. Eqüit tem promovido uma série de seminários para grupos de mulheres organizadas para discutirmos acerca do futuro que se aproxima veloz e vorazmente.

    Na perspectiva ecofeminista frente à lógica do domínio e controle do sistema hegemônico, continuamos trabalhando em dialogo com as mulheres, em especial da região Norte do Brasil, que enfrentam o abuso das corporações e seus interesses, e com as quais buscamos encontrar modos de subverter a lógica dominante e reinventar o valor da vida.                                      Assim, foi realizado o Seminário “Territórios, novas formas de exploração e violências” em Manaus, AM, entre 29 e 31 de março com a participação de mais de 30 mulheres.

     

     

  • Seminário de formação em Manaus

    Seminário de formação em Manaus

    Feminismo enquanto campo teórico e político. De que maneiras a economia feminista pode apontar outras direções à perspectiva econômica hegemônica vigente?

    Enquanto o G20 trata de ludibriar-nos com sua fala mansa e a suposta inclusão das demandas feministas através do Woman20 (W20), nós discutimos eco-feminismo e economia dos cuidados.

    Entre 29 e 31 de março, em Manaus discutia-se acerca da nova disputa hegemônica global (EUA x China) e seus impactos na América Latina, as mudanças na estratégia de dominação que essa disputa traz (a economia digital, o futuro do trabalho, e-comerce, indústria 4.0 e estratégias de controle das populações.

    O Seminário de formação Territórios, novas formas de exploração e violênciasse propôs debater com as mulheres locais o que é o neo (ou hiper) liberalismo, e o quão próximo ele está da realidade de cada uma delas, apontando as novas estratégias e multiplicidades de faces que ele encarna, encarando que a realidade nos explicita neoliberalismos: de cima para baixo, mas também de baixo para cima…

     

     

  • A farsa do G20

    A farsa do G20

    Enquanto ha dez anos o G20 se promove com um discurso de tratar de conter a crise de 2008, o que vem-se perpetuando desde sua criação é, na realidade, a maior desregulação financeira já vista.

    A reboque disso, surge o Women20, que embora disfarce seus reais interesses, também foi criado para a mesma finalidade.

    Uma farsa que se utiliza de nossas linguagem e demandas feministas para tratar de impor seus formatos e processos, velados através de (nossas!) belas palavras, tais como inclusão laboral, inclusão financeira e digital, e o desenvolvimento rural.

    Mas a que tipo de inclusão se referem, se na prática a única que se faz é a inclusão financeira via todas as formas de endividamento que garantam o controle de nossos corpos, de nossas soberanias e territórios?

    Por isso, aqui dizemos:

    NÃO EM NOSSO NOME!

    Seguimos alertas; em vigília.